Páginas

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Ai que saudade




Saudade antecipada de tudo que vai ficar pra trás
Das árvores que  eu plantei,
Da goiabeira que serviu de sombras
Que muitas vezes debaixo eu fiquei
A fazer geleia do precioso fruto dela
Num fogo de chão improvisado
A vermelha polpa   borbulha na panela
Que por fora antes  ,  fora amarela.

Da graviola com suas polpas brancas agridoce
Que foi saboreada  com tanto gosto
Que o pé arrebatado pelo o ciclone foi salvo.
Murchou, trocou de folhas, saiu os brotos
Devo esta recuperação,
Ao vizinhos amigos de coração

Saudade do Araçá que no mês de fevereiro cai fruto feito chuva
Da Nona que exibe seus frutos doces em abundância
Do cheiro da flor gardênia em novembro
Da jabuticabeira, pitanga, do meu jardim
Enfim, vou sentir falta desse meu ninho,
Das gralhas azuis, do meu caminho ao mar.
( Dora Duarte)

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Pensamento-2

                                                    

Ontem ao chegar da noite...
Mais um terremoto de pensamentos nem tanto convencionais, será uma recaída, ou é cedo ainda? Estava indo tão bem... Novamente desnudada, desprovida de vontade, de  sonho, de não fazer nada. O medo estimula a calar, para quê tantas queixas, Se nem eu  me aguento?!. Tudo o que eu não queria hoje era abrir os olhos, queria dormir, dormir até o dia que eu pudesse encarar a realidade com outra visão. Tento manter a normalidade, mas, está difícil. Quando bate a vontade de falar, não tenho ninguém a me ouvir, no entanto,quando mastigo e engulo as palavras, ou seja, sem assunto, falam, puxam, mas nada sai.
Tento me esconder dentro de mim usando os meus disfarces, mostrar a outra que todos gostam; de sorrisos, de simpatias, de auto astral, auto estima, mas, nem sempre posso esconder, a transparência da alma fala mais alto.                
                                                                                                  Dora Duarte                

Pensamento

                                        
                                              Bom mesmo é encontrar com amigos, sem nada pra fazer,
                                                apenas jogar conversas fora de preferência em frente ao mar.
                                                       Hoje é tudo o que eu queria...
                                                                           
                                                                             Dora Duarte

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Pedido




Entrego-me
Modele-me
Liberte-me
Já não quero ser a outra
Quero ser uma nova pessoa
Tire-me deste marasmo,
 Afugente o meu mal,
Quero me esvaziar
Não demore, eu preciso sair de mim
 Tirar a capa velha,
Desmascarar a tristeza escondida,
Dissolver o amargo da alma.
 Não quero camuflar a alegria,
 Nem sorrisos passageiros,
Quero autenticidade
Nas atitudes tomadas
Sozinha eu não consigo.
  Dora Duarte

sábado, 16 de setembro de 2017

Há um barco à deriva





Há um barco sozinho na calmaria do mar.
 Não houve tempestade, nem vento
Parece abandonado.
Um ponto azul perdido no mar imenso
Quem o abandonou à deriva?
Alguém se aproxima curiosamente verifica
 Dentro há deserto, vestígio de solidão.
Somente peixes  ainda a debater-se
Mas, não há ninguém...Quanto mistério!
Copyright © 2011 Fazenda de poemas poesias e contos.
Template customizado por Meri Pellens. Tecnologia do Blogger